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CAPITULO 5 – DO ZINE ATÉ AO E-ZINE
Assim como em todas as áreas da publicação, a Internet também tem um tremendo impacto sob os fanzines.
Neste capitulo pretendo dar uma “espreitadela”, em como a Internet é utilizada pelos produtores de zines e se de algum modo existe a possibilidade de vir a ser extinta a edição em papel, adoptando-se apenas a edição electrónica.
Fanzine na Internet
Assim como qualquer outra página web, consegue partilhar sucessivos links com outros sites, o mesmo acontece com os zines que podem fornecer diversa informação em outros links que são anexados a cada página. Como acontece nos diversos sites, também os zines são construídos separadamente porem podem ser vistos como um grupo que mantém ligações uns com os outros.
Acerca de uma das perguntas que faço no questionário se possuem um website e o porquê da existência deste, o respondem deste modo:” ...na edição on-line são datas de concertos que jamais poderiam sair na edição em papel pois a edição em papel tem uma correspondência de tempo mais alargada, que se prolonga pelo tempo. Na edição on-line as notícias em formato “curtinhas” em geral têm uma duração de dias, assim como as datas de concertos, que como não se pode evitar são logo apagadas após a sua realização”, (questionário nº1 em anexo) outro comentário que nos faz o Marco Bourguignon diz-nos que o website :”... é o principal canal para o acesso a publicação, funciona como loja virtual e faz um complemento com a edição impressa”. (questionário nº2 em anexo) e uma ultima observação, desta vez feita por Ollie que nos diz:” We’ll use it to be in touch with everybody, to give all kind of information concerning our products or else, to sale our products, to let know people about festival etc. (questionário nº14 em anexo), todos acabam por considerar que a a ideia principal é a de dar publicidade à edição em papel.
Será que as Edições de Zines, em Papel terão Futuro?
Devidas a incerteza que existe acerca da internet, não é de surpreender que existam variadíssimas opiniões acerca desta questão.
Em resposta a esta questão houve quem comentasse deste modo: “A edição em papel nestes dias poderá estar com poucos adeptos devido à facilidade de o fazer on-line. Mas haverá sempre quem queria ter o prazer de ler e guardar e voltar a reler e trocar por outros fanzines”. (questionário nº1 em anexo)
As tipografias mantêm a esperança que as pessoas não se sintam atraídas pela literatura existente na Internet, pois a sua impressão sairia tremendamente cara e perder-se-iam as principais características do livro.
Virgílio Guerreiro, criador do zine “Ervas Daninhas”, responde-nos do seguinte modo: “...as fanzines de papel, na minha opinião, são as boas fanzines, pois tem conteúdo ideológico e aspecto exterior. A web site é estática e poucos conseguem adicionar notícias relevantes, que não seja divulgação de concertos e notícias de bandas super famosas. Há que tomar consciência que as fanzines são um a forma de as pessoas com ou sem as mesmas ideias, comunicarem entre si. É esse o papel do underground”. (questionário nº4 em anexo) e Rafael Adorjan aborda o tema do seguinte modo: “Acredito que não, pois assim como o jornal e a revista, existe no homem o desejo pelo táctil, que casa perfeitamente com o poder da visão. É uma soma que dificilmente vai desaparecer. As pessoas sentem falta de pegarem no que estão lendo. Dessa forma, prestam mais atenção. Lógico que os fanzines electrónicos também são bons, por terem muito mais facilidade para actualizar, e de poder atingir muitas pessoas do que com o zine de papel. Porém, para o leitor de fanzine mesmo, nada é capaz de substituir o fanzine em papel”.
No geral todos consideram difíceis os fanzines em papel deixarem de existir, pois trata-se de uma forma de apresentação mais íntima, a perda deste tipo de publicação seria vital.
Em papel ou como página da Internet o conceito de fanzine perdurará nas mãos de quem o produz, mas sempre com as características que fazem dele uma área bastante intrigante das publicações modernas.
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